Dicas de como evitar lesões na dança

lesões na dança
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Para quem pratica atividades físicas, as lesões são um risco real, e na dança não é diferente. Uma distensão ou um entorse podem significar meses sem ensaiar ou frequentar as aulas, e isso se reflete no desempenho em palco. É por essa razão que evitar lesões na dança é sempre o melhor caminho.

Dançar faz bem para o corpo e para a mente, mas sem a devida atenção à execução dos movimentos, é bem fácil se machucar. Passos feitos de forma errada, quedas, torções e sobrecarga são algumas das causas mais comuns das lesões. Pés, tornozelos, joelhos e coluna são as partes do corpo que mais costumam sofrer quando o bailarino se machuca.

A boa notícia é que muitas dessas lesões são possíveis de serem prevenidas. Seja você aluno de ballet adulto ou responsável por aluno de ballet infantil, tudo que você precisa fazer é seguir as dicas a seguir!

Faça um bom aquecimento e alongamento

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Quem nunca chegou atrasado na aula e pulou o aquecimento? Apesar de comum, essa prática precisa ser evitada a todo custo. O alongamento e o aquecimento preparam o corpo para o esforço que será exigido dele durante a aula ou apresentação.

O aquecimento, como o próprio nome diz, aquece os músculos. Se você pensar que seu corpo é uma máquina com várias engrenagens, o aquecimento seria a hora em que você põe óleo nas juntas e coloca tudo para rodar de forma macia.

Já o alongamento aumenta a flexibilidade, permitindo ao bailarino ampliar os movimentos sem se lesionar. O aquecimento potencializa o alongamento, portanto, para evitar as lesões na dança, o ideal é combinar os dois antes de começar uma aula ou fazer uma apresentação.

Atente-se aos sinais do seu corpo

As dores são um dos recados mais importantes que o organismo dá. Nenhuma dor, por menor que seja, deve ser ignorada, pois ela pode indicar um problema que vai se agravar sem o devido tratamento.

Outros incômodos, como sensação de “peso” nos membros e inchaços, também merecem atenção. Normalmente, esses pequenos sinais servem de alerta para dizer que alguma coisa não vai bem. Nesses casos, o melhor a fazer é interromper a prática no dia e cuidar do corpo.

Afinal de contas, não terminar uma aula é muito melhor do que insistir e ter um machucado que demorará dias para sarar.

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Reconheça e respeite seus limites

A exigência nas salas de aulas de ballet e outros estilos de dança é grande, e muitos bailarinos acabam se machucando na tentativa de alcançar a excelência. Nós sabemos que a resiliência e a determinação são as chaves para o sucesso na dança. Mas saber quando parar e respeitar o corpo também.

O ballet é uma técnica que exige a superação de vários limites. Todos os movimentos demandam muita força, flexibilidade, equilíbrio e consciência corporal. No entanto, essas barreiras devem ser quebradas pouco a pouco, e o melhor tipo de progresso acontece de forma lenta e gradual.

Para ter uma carreira longa, o bailarino precisa reconhecer que seu corpo tem limites e respeitá-los. O preço que se paga por ignorar isso pode ser uma lesão que vai afastar você por dias ou até semanas das salas e dos palcos. O segredo aqui é a paciência: conquistando um pouquinho de cada vez, você vai conseguir aprimorar a sua técnica sem se lesionar.

Fortaleça a musculatura com outras atividades

A dança é uma atividade que trabalha o corpo por inteiro. Mas alguns grupos musculares desenvolvem-se mais que outros. O resultado é um desequilíbrio, aumentando a vulnerabilidade a certas lesões.

A solução para isso é simples: todo bailarino deve complementar a prática da dança com alguma outra atividade física que fortaleça os grupos musculares que são menos trabalhados. Musculação, pilates e Gyrotonic são modalidades bastante indicadas para proporcionar esse equilíbrio.

O fortalecimento dos músculos previne lesões na dança e também protege os tendões e os ossos. Essa proteção extra é ótima para quando acontecem quedas de mau jeito e movimentos realizados de forma incorreta, por exemplo. Mais forte, o corpo consegue evitar a lesão.

Cuide da alimentação

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A dança profissional tem uma tradição de corpos magros e longilíneos. Mesmo que esse modelo esteja sendo cada vez mais questionado, muitos bailarinos ainda se sentem pressionados a manterem o peso considerado aceitável pelo meio da dança.

Preocupar-se com a forma física não é problema nenhum. O que não pode é sacrificar a alimentação em prol do manequim. Bailarinos têm uma demanda muito grande de energia e precisam comer de forma inteligente para conseguirem dar conta da rotina.

Assim, é fundamental manter uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes como o potássio, magnésio e cálcio, que atuam na saúde dos músculos e ossos. O melhor é consultar um nutricionista para ter uma dieta personalizada de acordo com as suas necessidades.

Se não conseguir fazer isso, uma dieta rica em folhas, legumes, cereais e frutas, com gorduras e carboidratos simples controlados, já é o início de um bom caminho.

Escolha os acessórios corretos

O cuidado com a escolha das roupas, dos calçados e de outros acessórios para aulas e ensaios pode fazer uma grande diferença quando o assunto é evitar lesões. Se o seu estilo de dança for mais vigoroso, considere usar joelheiras e outros protetores de articulações durante os ensaios. Quando ainda estamos aprendendo os movimentos, pode ser bem fácil nos machucarmos.

Collants e meias muito apertados podem prejudicar a movimentação. O resultar são machucados por falta de circulação, pressão nos tendões ou dificuldade para realizar bem os movimentos da dança.

Os sapatos e as sapatilhas merecem atenção redobrada. Alguns modelos podem dar bolhas ou comprimir os dedos, enquanto outros podem pressionar o tendão de Aquiles. Mesmo se o incômodo for pequeno a curto prazo, com o tempo ele pode levar a uma lesão mais grave.

Por isso, é indicado sempre experimentar os sapatos e as sapatilhas antes da compra. Se possível, faça alguns movimentos com eles e veja se algum ponto está incomodando.

Outros acessórios, como as ponteiras para as sapatilhas de ponta, e roupas de aquecimento para o inverno — polainas, por exemplo — também têm um papel importante. Além de proporcionarem maior conforto para o bailarino, eles ainda auxiliam na correta execução dos movimentos e no aquecimento.

As lesões na dança são um fantasma que assombram todo bailarino, principalmente aqueles que se dedicam várias horas semanais à prática. Mas com alguns cuidados simples, é possível evitar muitas delas e ter uma carreira saudável e duradoura. Cuide-se bem para dançar mais!

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