Case de sucesso: afinal, é possível viver só de dança?

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Bianca não conseguia controlar a sensação de que estava com borboletas no estômago. Ao adentrar pela primeira vez a sala de aula da San Francisco Ballet às 10 horas daquela manhã ensolarada, ela era só emoções. “É um sonho e parece que todos os dias eu estou sonhando”, conta a dançarina.

Com 21 anos, a jovem faz parte do corpo de baile do San Francisco Ballet, uma das maiores companhias do mundo. Mas para chegar onde está hoje e viver de dança, a bailarina teve que vencer muitos desafios. A seguir você vai conferir uma história de superação e grandes conquistas.

O prelúdio de um sonho e o apoio da Só Dança

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O balé entrou na vida de Bianca muito antes de ela entender o que isso significa. Ainda criança ela só conseguia andar na ponta do pé, “ o meu pai me levou no hospital achando que eu tinha alguma coisa errada”. No entanto, a menina não tinha problema nenhum e aos 9 anos começou a frequentar aulas de balé em uma escola na capital paulista.

A bailarina conta que se encantou pelo balé rapidamente. A resposta de que ela estava no caminho certo, veio com o convite do seu professor para participar de mais aulas, dessa vez com os alunos mais avançados.

Aos 12, ela apresentou o seu primeiro espetáculo. “Foi maravilhoso, o começo de um grande amor pela dança”.

Mas logo surgiram os primeiros desafios. Com o bom desenvolvimento na dança, Bianca precisava cada vez mais de sapatilhas e collants profissionais. “As coisas de balé são caras. A minha vó e o meu pai me falaram que o balé era para rico”. Sem os acessórios apropriados, a bailarina não podia se apresentar.

Foi em 2014 quando tudo começou a mudar na vida da jovem, ela participou do Festival de Dança de Joinville e conquistou o primeiro lugar e o título de melhor bailarina.

Neste mesmo ano, ela foi convidada para fazer um catálogo da Só Dança, que acreditando no seu potencial começou a patrociná-la. “Faz 5 anos que sou parte da família Só Dança e mudou a minha vida, mudou para melhor.”

No fim das contas, o patrocínio ajudou a bailarina a ficar conhecida. “As pessoas me viam e falavam a garota da Só Dança está entrando na sala. Lá vem a Bianca da Só Dança. E várias pessoas começaram a me perguntar de onde eram os meus collants, porque achavam eles maravilhosos”.

Com tecidos tecnológicos, os collants da Só Dança alinham às tendências da moda a conforto e bem-estar. A sua modelagem é exclusiva oferecendo elasticidade para acompanhar os movimentos, efeito compressivo e conforto térmico para segurança e beleza dos dançarinos.

“Quando a Só Dança começou a me patrocinar, a me ajudar na minha jornada foi muito bom. Porque não são coisas que encontramos em qualquer lugar, ainda mais com a qualidade que eles oferecem.”

Os primeiros passos para o sucesso

Aos 16 anos, Bianca se viu diante de uma grande decisão. Seguir o seu sonho e ir estudar balé na Company Junior da Akademie Hochschule für Musik und Theater München, em Munique, na Alemanha e deixar a sua família. “Um dos maiores desafios para mim, é viver tão longe da minha família.

Mas a gente cresce muito com a dança, é tão incrível, não só em cima do palco ou dentro da sala de aula, mas como um ser humano”, conta a dançarina.

A bailarina ganhou uma bolsa para estudar em uma das principais escolas de balé da Alemanha. “Foi a realização de um sonho, estar em uma escola tão estruturada e, que ainda por cima, me tratava igual uma filha”. Na companhia, Bianca recebeu orientação de uma professora russa e teve que trabalhar muito para conquistar a sua confiança.

Em 2016, a jovem se graduou e foi contratada como bailarina solista do Polesh National Ballet, em Varsóvia, na Polônia. Ela estava novamente diante de desafios: começar uma vida nova em outro país e ser reconhecida agora como uma dançarina profissional.

“Em cada lugar que eu fui, foi um grande aprendizado, primeiro a Alemanha, depois a Polônia. Aos poucos, a vida foi me ensinando tudo o que eu precisava aprender, demorou muito para isso. Mas cada lugar foi me dando uma parte de quem eu sou hoje”, conta a bailarina cheia de orgulho.

Atualmente, Bianca dança balé clássico, neoclássico e é aprendiz do balé contemporâneo. Em junho de 2019, ela deu outro grande salto na sua carreira e se mudou para os Estados Unidos. “É tudo novo, são muitos desafios e um pouco de vergonha.

Não de ser quem eu sou, mas de me apresentar como eu sou. Mas devagarinho vou mostrando a minha personalidade e conquistando o meu espaço”.

Para alcançar tudo o que ela tem hoje e conseguir viver de dança, Bianca diz que foi preciso ter muita coragem, “a gente tem que ter muita coragem de ser bailarino, de se jogar na vida, de colocar a cara a tapa.

Tem que ter essa coragem de se mostrar, de estar sempre a vista, porque você se mostrando e sendo vista, as pessoas sempre vão te julgar. Então você tem que estar sempre aberta aos julgamentos, a tudo”.

A rotina para o espetáculo

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Para ser uma grande bailarina, é preciso conhecer o seu corpo e os seus limites. Bianca faz fisioterapia para melhorar a flexibilidade, correção e aperfeiçoamento dos movimentos, com consciência corporal.

Ela também gosta de praticar pilates e gyrotonic, atividade que proporciona condicionamento físico e diversificação de movimentos de várias modalidades.

Na companhia, a bailarina ensaia todos os dias na parte da manhã. “Aqui as aulas, geralmente, começam às 10h da manhã e vão até as 11h15, mas gosto de chegar um bom tempo antes de começar, para eu me aquecer bem para fazer uma boa aula”.

Depois do almoço, o corpo de baile ensaia até a noite. Quando estão em temporada, além dos treinos, eles se apresentam todos os dias. “É bastante coisa, é bem puxado”, relata.

No seu dia a dia normal, Bianca gosta de passear pela cidade e tirar fotos. Além disso, ela adora cozinhar e sair com os seus amigos, e também para conhecer novas pessoas. Quando questionada sobre a vida em San Francisco, ela diz que está muito animada, que é uma cidade muito artística e que quer conhecê-la melhor.

De junho a dezembro a companhia vai somente ensaiar, mas no final do ano eles vão apresentar o espetáculo Quebra-Nozes, uma das encenações mais famosas do balé, presente na sua história desde 1892, quando foi apresentado pela primeira vez no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, na Rússia.

Segundo Bianca ela sempre quis viver de dança. Para ela é algo natural do seu corpo. A jovem conta que quando recebeu a sua primeira remuneração ficou muito feliz, “eu sempre dancei porque eu quis, de coração, de corpo e alma. Mas quando eu recebi o meu primeiro salário foi muito satisfatório, porque eu nem notava que eu estava trabalhando, então eu nem esperava receber algo em troca”.

Em janeiro começa a sua primeira temporada no San Francisco Ballet, com o espetáculo Cinderella. Na sequência, a companhia segue fazendo apresentações e junho o período de exibição acaba com a encenação de Romeu e Julieta e o Spring Festival.

Bianca se mostra muito animada e quando perguntada sobre como ela se sente, a resposta é uma só “viver de dança para mim, é um dos maiores presentes que a vida me deu”.

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